Quarta-feira, Março 29, 2006
"Ela" morreu faz algum tempo... os fragmentos de memórias existentes são as únicas coisas que a deixam "viver" numa realidade que não é a dela... foi uma parte triste da vida de uma pessoa que já não é a mesma garota com a alma "violenta". As duas personalidades não se misturam mais com tanta freqüência...
...dias tempestuosos e cinzas estão pelo caminho...
Fecha-se o ciclo dos "Tempos Imperfeitos"...
"O fim das risadas e mentiras suaves...
O fim das noites em que tentamos morrer..."
(The Doors - The End)
Gritado por: Angélique - 4:21 PM
Quarta-feira, Março 22, 2006
Ela o desejou por alguns instantes... desejou amar-lhe intensamente.
Não somente à entrega e prazer do corpo, mas tocar-lhe a alma.
Mas não podia... não podia tocar em seus cabelos... não podia olhar em seus olhos.
Ela não podia acreditar no que sentiu... e então voltou-se a vida vazia levando consigo seus desejos e beijos guardados.
"...Méfiez-vous des apparences..."
Gritado por: Angélique - 4:55 PM
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Ela acordou pela manhã com o sol batendo em seu rosto... ele estava do seu lado, mas é como se entre eles se encontrasse um abismo sem fim...
Pegou suas roupas do chão, deixando as chaves da casa dele na mesa da sala... e saiu sem deixar rastros ou qualquer bilhete...
A inquetação e seu próprio gosto ácido não a deixam por muito tempo presa à um lugar claro... ela precisa de mudanças, ela precisa ser ela mesma algum dia...
...
"As coisas que eu amei, as coisas que eu perdi
As coisas que eram sagradas para mim e que eu abandonei
Eu não mentirei nunca mais, você pode apostar
Eu não quero aprender o que eu precisarei esquecer..."
(Audioslave - Doesn't Remind Me)
Gritado por: Angélique - 9:06 PM
Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
Não mais suspiros em vão... talvez não mais o gosto amargo que ficava em sua boca quando ela acordava das noites em claro...
Tudo acaba, tudo morre... ou, deveria morrer e deixar os restos aos vermes. Não importa mais...
Ele está definhando... ele, as lembranças que agora já nem são presentes, e os outros eles que já tiveram o coração dela em suas mãos...
Ela, a inquieta... talvez a crucificada, a vagabunda... gostava de sentir-se irônica. Tudo torna-se mais fácil quando o sarcasmo encobre as dores...
...ela fechou a porta, e, dessa vez não foi um "d'eles" que despediu-se deixando os rastros mal-resolvidos.... ela disse adeus, levando consigo todas as cicatrizes...
Agora o quarto está vazio, sem lembranças... sem fantasmas... sem ela... e tudo voltou ao cinza sonante que antes o era...
"Uma garota da escuridão atravessa nossa terra,
Está andando... está caçando...
E com ela, uma febre,
Uma marcha negra de febre.
Olhos não vêem... sem traços característicos.
Apenas uma forma negra, sofrendo..."
(My Dying Bride - She is the Dark)
Gritado por: Angélique - 7:01 AM
Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Ela sempre foi inquieta demais, triste demais. Talvez, seja esse o motivo que a tenha destruído. Não mais os cigarros, as bebidas... não mais a presença dele. Ela ainda lembra da manhã cinza em que sentiu o desespero, a escuridão e toda a lama que estava invadindo sua vida; na verdade, ela nunca vai esquecer. Mas, a lama, assim como os cigarros, assim como ele, foi embora.
Às vezes ela o encontra parado em uma esquina qualquer, como ela costumava fazer, esperando uma absolvição inexistente, esperando sua alma voltar do inferno em que se encontra. Seu cheiro, seus olhares... são disformes, indiferentes. Mas, de alguma forma, isso ainda afeta todos os movimentos limitados de seu mundo... ainda desconcertante, surpreendente.
Os rostos conhecidos já não a reconhecem e apenas os estranhos lhe dispensam alguma atenção. Ela já não é a mesma libertina de antes, talvez não tenha mais o poder do seu mundo e do seus jogos sujos. Apenas por alguns instantes, ela deseja ter a visão novamente, o estranho caminho que ela percorrera há anos; são apenas vozes que ecoam de sua mente...
Já faz algum tempo que não se permite um único sorriso sincero, envolvida por todos os lados de um cinza sonante e de uma dor incrivelmente maior que toda a força ainda restante em seu espírito.
Talvez seja uma utopia... mais um de seus devaneios... essa felicidade inconstante que invade os seus poros, machuca os seus olhos. Agora que existe outra essência, com passos lentos, carregada de rosas... ela continua em busca da vida que um dia perdeu, porém a luz ainda a deixa cega...
"Menina triste
Voe rápido para longe
Não perca a sua chance
De nadar no mistério
Você está morrendo numa prisão
Que você mesma criou..."
(The Doors - Sad Girl)
Gritado por: Angélique - 1:38 AM
Quinta-feira, Setembro 08, 2005
...texto antigo... já perdeu o significado...
Caminhava sozinha pelas ruas escuras do centro da cidade. Andou horas e horas sem direção, apenas seguindo o seu instinto de liberdade (ou o que ela acreditava que fosse liberdade). Estava tão absorta em seus pensamentos que nem reparava na multidão à sua volta, pessoas que passavam sem ter tempo à perder, que passavam por ela, por cima dela. Sentia-se sozinha, com o coração suprimido, totalmente sem esperanças. Estava sentada numa escada, esperando o resto do dia passar e a última gota de chuva cair. Estava ali, sentada, estática, ela e sua alma; a alma que ela tinha perdido. Chorava incessantemente, lágrimas que o frio tornava mais duras, mais solitárias. Esperou o fim da chuva, esperou até a última estrela do céu cair; esperava por alguém, alguém que se lembrasse, que sentisse sua falta. Jogada entre restos; cigarros queimados, garrafas intocadas, coração intocado... tinha certeza agora de que ninguém se importava. Perdida entre sentimentos, caminhos oblíquos... vagou sem rumo, apenas seguindo as pegadas no chão... seria outro anjo que o paraíso esquecera jogado numa terra de estranhos? ela arrancou do peito toda a mágoa, todo o amor e toda dor... com uma faca, arrancou do peito, o coração. Ajoelhada no chão, apreciando toda a vida batendo em suas mãos, morreu esperando... alguém que se importasse, uma vida que não se quebrasse no simples toque de lágrimas frias... emoções congeladas... enquanto passam por cima do corpo de um ser perdido, incompreendido e sozinho.
Gritado por: Angélique - 2:39 AM
Domingo, Junho 12, 2005
Passam-se horas, mas a tarde continua estática, maçante e quente. Esse calor me deixa cansada, impossibilitando-me de raciocinar com clareza. Passo o tempo olhando para essas paredes cinzas e sonhando com coisas das quais não estão ao meu alcance, sonhando, talvez, com o abandono do passado e suas imagens disformes.
Fico tentando fugir desses dias mornos escondendo-me em sonos cansados, dormindo para não ter que ouvir os gritos dela novamente. -"Minha cara, vai chegar um dia em que não vamos despertar e então eu finalmente me verei livre de você." -
O jogo está acabado e eu percebi que não me sobrou nada. Eles conseguiram levar os meus pedaços, eles.... passam em minha vida deixando apenas seus gostos e cheiros, um tanto quanto ácidos. Alguns, nem o rosto me lembro mais.
Estou numa estranha busca por caminhos e sentidos, experimentando pessoas, agarrando-me à pedaços e promessas. Ainda posso sentir seus olhares de piedade.
Na minha vida sobram pessoas; estou cheia delas. Falta-me o que mais preciso... um pouco do que eu era, ou, o que acreditava ser.
...I guess I thought you had the flavour...
Gritado por: Angélique - 4:14 AM
Segunda-feira, Maio 09, 2005
Quando a noite já não é mais noite, porém tudo está escuro, ela não é mais ela e a outra assume o controle. A outra; fica inerte enquanto há luz e se mostra quando a lama está sufocando.
Mais uma vez ela acordou numa manhã fria, constatando sua falha tentativa de libertação, sua covardia. Mas, o que seria a liberdade almejada? Grita até enlouquecer, até não ter mais forças, mas o que fica são os ecos e o sangue nas paredes.
O que ela perdeu? O que ela não fez? Enquanto a outra pega a faca, ela luta para sobreviver; mas ninguém vê e a outra lhe corta mais uma parte com um sorriso cínico nos lábios.
"Vamos... entre mais uma vez. O quarto é frio e cinza, mas você vai se acostumar. Aqui não há o medo das mudanças, pois o tempo não passa e as cenas são sempre as mesmas."
Um pouco dopada, talvez; mas sem as bebidas, sem licor enjoativo e sem cigarros nos dedos. Realidade ou ilusão? Não sei com qual dessas possibilidades o meu mundo se encaixa. Ambas se mostraram vazias e solitárias, sem sorrisos ou afeto.
Quem estaria no controle agora? Ela deixou de ser ela tantas vezes e a outra morria tão facilmente, que o que as separava, as uniu disformemente. É o olhar cego, os sentidos dormentes e o sentimento congelado. Era a vida, agora o frio.
....e ela se olhou no espelho e teve medo do que viu. Não era quente como antes e deixava espaços em branco. Viu sua imagem e era a de uma estranha. Então, depois de muito tempo, lágrimas mornas rolaram por seu rosto.
"O dia está nascendo... e as peles estão caindo..."
Gritado por: Angélique - 1:52 AM
Domingo, Março 27, 2005
Ela mantém as feridas abertas para não esquecer de toda a podridão existente em sua alma. Vestígios de sangue pelo chão... nada além da tristeza em seu olhar poderia causar tamanho desespero. Falam tanto de esperança, mas a verdadeira esperança sonhada nunca passou de uma promessa decaída em seu mundo niilista. Os gritos de uma mente perturbada, as palavras ilusórias e o sofrer pelo não ser a deixam perdida numa escuridão cheia de caminhos oblíquos e tempestuosos. Meu amigo, você sonha com uma força em mim da qual eu não possuo... e não sei quanto tempo ainda posso esperar sem que isso me machuque de certa forma. Ainda que ele pudesse me salvar, eu já estou com a alma perdida há muito tempo. Já me acostumei a indiferença daqueles que me jogam nesse caos contínuo, portanto, o que me resta agora?! Além dos dias esquecidos, além da vergonha e da solidão... fui jogada num mundo inerte e podre, onde todos os espinhos que me ferem são venenosos. Estou sem os ventos frios, sem os caminhos mortos e sem a luz que mantinha o desespero afastado. Era triste, mas tinha seu encanto monótono e belo... era real e demasiadamente disforme. E o que ficou foram os corpos frios e seus vermes corroendo essa saudade vazia... nas manhãs mornas e sem vida, com cheiro de sangue e solidão.
"...Sag mir ich bin nicht alleine..."
Gritado por: Angélique - 3:55 AM
Domingo, Março 13, 2005
E era mais uma vez a solidão. Batendo em sua porta e entrando em sua alma. Ela já tinha desistido de tentar encontrar uma saída, já tinha desistido de entender porque nada era certo no seu mundo contraditório. Estava fugindo de todos, fugindo de si mesma na falha tentativa de esquecer sentimentos arruinados. E a dor sempre a lhe matar aos poucos... dor por não sentir mais a vida que ainda restava em sua mente, por não sentir mais o calor que emanava daquele coração que deixara em ruínas. Meu caro, você nunca vai saber a intensidade da angústia que meu coração carrega. E, não faz idéia de como seus olhos me causam um choro desesperado. Ela não tem planos, não tem sonhos... a única coisa que a conforta é o poder de decidir o que fazer com sua sobrevivência. Aos poucos a faca vai abrindo as feridas antigas e cortando cada vez mais fundo. Corta as lembranças, as promessas nunca vividas... ela faz a carne ficar podre e corrompida. Ela chora todas as noites, sozinha em sua cama, morrendo aos poucos... e sabe que ninguém irá salvá-la do abismo em que se encontra. Abriu a porta mais uma vez e caminhou sem rumo... deixando tudo para atrás, restando-lhe apenas a poeira dos dias amargos e sem vida...
"Você grita durante o sono, todos os meus fracassos expostos?
Fique com o gosto da minha boca enquanto o desespero toma conta
Será que pode uma coisa tão boa
Simplesmente não funcionar mais?
Quando o amor
O amor vai nos separar
De novo..."
(Joy Division - Love Will Tear Us Apart)
Gritado por: Angélique - 11:49 PM
Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
Correndo por todas as direções e batendo nas paredes. Todas as saídas estão fechadas e eu já estou sem forças para bater em outra porta. Minha realidade não passa de ilusões baseadas em sonhos desgastados. Eu achei as chaves de casa, mas como voltar se o caminho esqueci? Enquanto estou sentada numa esquina qualquer, deixando a chuva lavar o corpo cheio de feridas, o pouco de vida que ainda mantenho está se esgotando... frio, sinto o frio e, me sinto fria, inerte. O que eu faço com essa dor que carrego sempre a me ferir o peito? O que eu faço com essa mãos me empurrando em direção à um abismo? Eu olho para o passado e ele ainda me faz chorar; olho para toda essa sujeira e o que sinto é a decadência invadindo a carne e corrompendo o coração, enojando a vida, cegando os olhos. A piedade já não me comove como antes e a bondade sempre quer algo em troca.
---------x--------
Descendo a rua em meio a névoa, entorpecida pelo vinho barato, encontrando alguns "amigos" jogados no chão, tão bêbados e vazios como nunca antes. O dia estava cansativo, dia longo, cheio de agonia, tristeza e medos. Eles ficaram caídos com suas garrafas, cigarros e drogas e eu... novamente sentada, em outra esquina qualquer, esperando, esperando...
"Nunca imaginei as distâncias que teria que percorrer
Todos os cantos mais escuros de um sentido que desconhecia
Só por um instante, ouvi alguém chamar
Olhei para além do dia, que jazia em minha mão
Não há absolutamente nada por lá..."
(Joy Division - Twenty four hours)
Gritado por: Angélique - 3:25 AM
Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
"Só horas perdidas, só dias perdidos; perdidos quando morremos, perdidos por que? Mas eu vivo, eu ainda vivo... eu vivo, como uma mentira."
Decadência ou virtude... eu já não sei em qual das duas eu estou vivendo. Refletindo toda a sujeira; sou apenas um reflexo distorcido da realidade. Não mais sozinha, porém vazia. Ontem o tempo estava frio.... ontem meu coração estava frio. Andando pelas ruas do centro da cidade, caminhando por entre pessoas tão perdidas e igualmente tristes. O cheiro de podridão ainda está impregnado no meu corpo. O cheiro do cigarro me incomoda, apesar de deixá-lo sempre ao meu lado. Mas eu não me importo mais... eu já nem sei dizer se um dia eu me importei com algo. Eu olho para atrás e vejo os destroços de uma vida ilusória, uma vida corroída pelo veneno; meu veneno. Os gritos ecoam... pessoas só podem ver o que sua mente limitada mostra, pessoas só gostam de ver aquilo que as torna menos miseráveis dentro do mundo. Pessoas não podem me ouvir, não querem me ver. Jogada nessa sujeira... estou vendo até onde meu poço vai me levar. Eu não era decadente, também não sou tão promíscua assim como dizem... eu apenas mantenho um espelho em mãos.
....sou apenas um reflexo distorcido da realidade....
"Triste, minha vida tem sido como um inferno por tanto tempo
Tristeza tu és a causa
eu serei curada neste belo e vazio mundo?
Flutuando, flutuando para longe com mágoas e raiva
se fores embora serei preenchida como sou agora,
por vazio...
haverá paz nos olhos dos culpados?
e os abusos verbais?
você sabe que é a causa de todos os meus erros"
(After Forever - Beautiful Emptiness)
Gritado por: Angélique - 3:34 AM
Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Dor... a mesma dor, agora mais intensa. Passou mais um ano, um ano estranho... cheio de lembranças. Este também não vai ser diferente. A mesma lama afogando minha mente, a mesma cena, o mesmo filme. O assassino, o cúmplice e a vítima. Colocaram a faca no pescoço dela e ninguém quis ajudá-la. Colocaram a faca e ajudaram a cortar. A mesma cena repetindo, ecoando... confundindo meus pensamentos. Toda essa dor me deixou tonta... e quando percebi estava no chão mais uma vez. É tão triste chegar na minha idade e não ter mais entusiasmo para viver... viver trancada num quarto frio, perdida dentro de si mesma; Olhares em minha direção, mas eles não entendem, eles não podem sentir toda essa escuridão. Fico me consumindo, com pedaços mortos do meu coração. A idéia de agüentar tudo isso por mais um ano já me deixa desesperada. Por que os bons tempos não podem voltar? das fotografias na parede às amigas... das bebidas na praça da Colônia às chuvas de verão. Momentos tão pequenos, mas eles tinham algum significado... e dói saber que são poucos os que lembram. Essa é a visão limitada do meu mundo e as cenas que nele se repetem. Se ao menos eu pudesse me livrar dessa dualidade de pensamentos, se ao menos eu pudesse sentir esses momentos mais uma vez... eu tentaria, novamente, procurar a saída.
"Todas essas coisas que você fez por mim,
Me deixou tão... cansada
Eu não estou dizendo que você não tenha feito várias coisas boas,
Mas se há uma coisa que você possa fazer,
Você pode... sangrar por mim, sangrar por mim..."
(Alice in Chains - Bleed the Freak)
Gritado por: Angélique - 4:47 AM
Sábado, Dezembro 18, 2004
A escuridão está cada vez mais profunda. Sinto o ar pesado, e toda essa angústia não me deixa dormir. Apagando todas as luzes, estou matando o que restou do meu espírito... se é que eu ainda tenho algo vivo dentro desse corpo podre. Os dias estão passando rápidos, tão rápidos mas trazendo tantas mudanças, que fica difícil ver o chão sob os pés. Cansada, incompreendida e isolada... talvez mais vazia do que eu pensava ser.
Vazia, sem nada a acrescentar ou mudar... apenas esperando o tempo passar e deixar suas feridas. Cicatrizes, na pele e no coração, feridas abertas... sangrando. Talvez eu realmente esteja me afogando em vaidade, talvez eu realmente construa paredes ao invés de pontes, mas como nadar até a superfície agora que fiquei presa nesse mar de lama? Eu sinto como se estivesse caminhando por uma estrada, uma longa estrada, mas sem chegar a lugar algum. Os meus pés já estão sangrando de tanto andar sem rumo, de tanto procurar uma saída que está fechada, perdida no fim do túnel. A dualidade de sentimentos... a certeza de que a luz está longe e que ninguém mais se importa, me obriga à trazer a vida pensamentos dormentes... enquanto me jogo nas paredes. Bebo; bebo para esquecer, para destruir... talvez eu já esteja morta por dentro. Incertezas, insanidade, caos... devaneios, agora tanto faz, a água já está no pescoço. Eu só não queria afundar mais uma vez nessa fossa chamada realidade...
Gritado por: Angélique - 3:37 AM
Sábado, Dezembro 04, 2004
Perdida, andando em direções contrárias, totalmente sem idéias ou esperança. O rosto inchado, tentando segurar as lágrimas... e a sensação de vazio invadindo o corpo. Sem reação, sem desejos de impossível... tão sóbria como nunca antes, tão consciente e relativamente calma. Todas as minhas feridas estão expostas ao sol, queimando. Abram as feridas, tirem do peito o coração e me roubem a vida... apenas mais um instante exposta ao mar de sangue e vocês poderão ficar com o resto. Fechando os olhos, saindo da noite escura à minha volta para entrar na minha própria escuridão. Morrendo aos poucos... deixando os pedaços espalhados entre dias cinzentos. "Suja", é isso o que minha alma podre e nojenta pensou antes de me deixar.... "mais uma tola que não faz nada para melhorar e que se afoga sozinha com a própria lama". Cada vez mais isolada, até quando vou me agüentar, fraca e sozinha? Tirem os pedaços e façam o que quiserem, comam ou vendam, mas cuidado com o veneno.....
(...)
Meus dias estão passando e meu tempo se esgotando....
Gritado por: Angélique - 3:58 PM